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Dirty Pix: operação prende presidente de hospital e mira genro de deputada em investigação de R$ 18 milhões

O GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia deflagraram, nesta quarta-feira (7), a segunda fase da Operação Dirty Pix,

Dirty Pix: operação prende presidente de hospital e mira genro de deputada em investigação de R$ 18 milhões

O GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia deflagraram, nesta quarta-feira (7), a segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

Três pessoas foram presas: o presidente do hospital, Jacob Breure; o ex-assessor parlamentar Júlio César Alves da Silva; e a policial civil Cristian Rosa Gomes de Carvalho.

Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Entre os alvos está Nivaldo Thiago Filho de Souza, chefe de gabinete do conselheiro Sérgio de Paula, do Tribunal de Contas do Estado, e genro da deputada federal eleita Mara Caseiro (PL).

Segundo o Ministério Público Estadual, a investigação aponta possíveis irregularidades em recursos destinados à compra de equipamentos e materiais hospitalares, aquisição de uma UTI móvel e realização de obras de reforma.

Ainda conforme o MPE, o esquema teria envolvido planos de trabalho com informações fraudulentas, superfaturamento de bens e serviços e direcionamento de contratos para empresas previamente escolhidas.

A investigação é um desdobramento da primeira fase da Operação Dirty Pix, deflagrada em novembro do ano passado para apurar o suposto desvio de mais de R$ 5 milhões destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética.

Na nova fase, os investigadores identificaram indícios de que o mesmo modo de atuação teria sido utilizado em outros convênios. Após o repasse dos recursos ao hospital, parte do dinheiro teria sido movimentada por meio de sucessivas transferências, envolvendo agentes políticos, intermediários e outras pessoas.

A operação também apura possíveis tentativas de obstrução das investigações.

O nome Dirty Pix, que significa “Pix sujo”, faz referência às transferências financeiras que, segundo o MPE, teriam sido utilizadas para movimentar os valores investigados.

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