Tragédia em Nova Andradina: Menino autista morre afogado após sair de casa atrás de cachorro

Um caso comovente abalou a cidade de Nova Andradina (MS) nesta segunda-feira, 7 de julho. Um menino de 11 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), foi encontrado morto em uma lagoa localizada nos fundos de um frigorífico, após sair de casa descalço e sozinho nas primeiras horas da manhã.

Segundo familiares, a criança, identificada como Hélio Fuliotto Neto, teria aproveitado um momento de descuido para abrir o portão da residência e seguir atrás do cachorro da família. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele sai de casa com tranquilidade, demonstrando familiaridade com o trajeto.

Horas depois, após notar sua ausência, os familiares iniciaram buscas e acionaram a polícia. O Corpo de Bombeiros localizou o corpo do menino ainda naquela manhã, boiando na lagoa. Próximo à margem, foram encontradas suas roupas, o que indica que ele teria retirado os itens para entrar na água.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, não foram identificadas marcas de violência no corpo. A hipótese mais provável é que o menino tenha entrado na lagoa para nadar e acabou se afogando. Testemunhos de familiares apontam que ele demonstrava interesse por água e costumava dizer que “queria banhar”.

O caso está sendo tratado como uma fatalidade, mas a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar com precisão as circunstâncias da morte. Até o momento, não há indícios de negligência por parte da família.

Uma dor que também levanta alertas
O episódio traz à tona questões delicadas envolvendo o cuidado com crianças neurodivergentes. Crianças com TEA, como Hélio, muitas vezes apresentam padrões de comportamento imprevisíveis, interesses específicos e desafios na compreensão de perigos reais. Isso exige vigilância constante, uso de barreiras físicas seguras em casa e, quando possível, o uso de sistemas de monitoramento.

Embora nenhuma medida possa eliminar completamente os riscos, tragédias como essa reforçam a importância de diálogo sobre segurança preventiva e acolhimento a famílias que convivem com os desafios do autismo.

Enquanto a comunidade de Nova Andradina se despede do menino com profunda comoção, permanece o sentimento de que é preciso ampliar a conscientização sobre os cuidados e vulnerabilidades de crianças autistas — não apenas para protegê-las, mas também para garantir a elas o direito de viver com dignidade, segurança e liberdade.

a onça.com

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