Novas moradias vão beneficiar 479 famílias da área urbana, rural e comunidades indígenas do Estado Sidrolândia ficou de fora novamente.
Mesmo sendo uma das cidades que mais cresce em Mato Grosso do Sul e enfrentando um dos maiores déficits habitacionais proporcionais do estado, Sidrolândia ficou de fora da nova etapa do programa de habitação popular anunciada pelo governo estadual.
Estima-se que o município precise de mais de 3 mil unidades habitacionais para atender a demanda da população de baixa renda, mas, ao menos por enquanto, não foi contemplado com novos investimentos.
Na última quarta-feira (30), o governador Eduardo Riedel (PSDB), em parceria com o Governo Federal, assinou a autorização para a construção de 479 novas habitações em diversas cidades e aldeias indígenas do estado. “Essas unidades são para aquelas pessoas que não têm condição de acessar uma moradia”, afirmou o governador.
Municípios e aldeias contemplados
Entre os beneficiados estão:
- Duas aldeias indígenas
- em Miranda (Moreira e Passarinho), com 50 novas moradias (25 cada), através do projeto Oga Porã.
- Na modalidade “Entidades”, oito municípios receberão 429 unidades:
- Costa Rica (81)
- Coxim (59)
- Fátima do Sul (39)
- Figueirão (40)
- Juti (50)
- Laguna Carapã (40)
- Paranaíba (60)
- Sonora (60)
O investimento total nesta etapa é de R$ 74 milhões. Para a área rural, o aporte é de R$ 3,7 milhões do Governo Federal e R$ 1 milhão do Estado. Já para as áreas urbanas, o investimento chega a R$ 69,3 milhões (R$ 58,1 milhões da União e R$ 11,2 milhões do governo estadual).
Apesar do avanço para algumas regiões, a ausência de Sidrolândia no projeto levanta questionamentos sobre os critérios de escolha e prioridades do governo, já que a cidade vive uma crescente pressão por moradia digna. Moradores e lideranças locais esperam que o município seja incluído nas próximas etapas do programa, previstas para o ano que vem (2026)

Cidades contempladas, foto Raul Shurman
Jornalista Altair de Abreu DRT-988/2011







