O projeto apresentado pelo Deputado Zeca do PT, dentro do chamado programa de expansão de energia trifásica (associado ao MS Trifásico), tem uma lógica clara: modernizar a produção rural, permitir uso de tecnologia (irrigação, refrigeração, agroindústria) e integrar pequenos produtores a cadeias mais competitivas. Isso faz ainda mais sentido em regiões com forte presença de agricultura familiar — exatamente o caso de Sidrolândia.
Então por que Sidrolândia ficou de fora?
Sem explicação oficial detalhada, dá pra levantar algumas hipóteses plausíveis:
1. Critérios técnicos (priorização de áreas mais carentes)
O governo pode estar priorizando assentamentos com menor acesso atual à infraestrutura elétrica.
Mesmo sendo grande, Sidrolândia pode já ter cobertura parcial melhor que outras regiões.
2. Limitações orçamentárias e faseamento
O projeto prevê execução até 2028, com etapas.
Sidrolândia pode entrar em fases futuras, não necessariamente ter sido excluída de forma definitiva.
3. Recorte geográfico ou logístico
Expansões de rede elétrica costumam seguir corredores técnicos (linhas existentes, custo de extensão, viabilidade).
Pode haver regiões onde o custo por ligação é menor, o que influencia a escolha inicial.
4. Fator político
Não dá pra ignorar: distribuição de investimentos públicos também pode refletir articulações políticas, alianças locais ou prioridades estratégicas.
A ausência, especialmente após visita recente do deputado ao município, reforça esse tipo de questionamento.
Por que isso pesa tanto no caso de Sidrolândia?
Sidrolândia é frequentemente chamada de “capital dos assentamentos” no estado. Ou seja:
Alta concentração de agricultores familiares
Forte dependência de políticas públicas rurais
Grande potencial de ganho com energia trifásica (industrialização, armazenamento, produtividade)
Ficar fora de um programa desse tipo não é só simbólico — pode representar atraso competitivo frente a outros municípios.
sidrolandiaagora








